Iraquiano e saudita são presos em João Pessoa

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com MaisPB

A Polícia Civil prendeu nesta quarta-feira (12) um saudita e um iraquiano suspeitos de falsidade ideológica e associação criminosa. A prisão ocorreu após o setor de identificação do IPC informar que Saleh Alderaibi, saudita, de 41 anos, utilizou uma certidão de um cartório do interior do Ceará (cidade de Pires Ferreira/CE), para a emissão de um RG informando ser cidadão brasileiro.

O suspeito inicial compareceu ao Projeto Cidadão, centro de João Pessoa, acompanhado de uma escolta, com 03 veículos de luxo, seguranças particulares e intérprete, demonstrando muita pressa e interesse na emissão do RG, chegando a “comprar” uma senha de atendimento de um usuário, pelo valor de R$ 500,00. O suspeito – que se apresentou como cidadão brasileiro, para a emissão do RG – sequer fala português, fato que chamou mais ainda a atenção e motivou o acionamento da Polícia Civil.

A DDF entrou em contato com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, responsável pela investigação de sírios, integrantes de uma organização criminosa especializada na mesma conduta que a praticada em João Pessoa e repassou os dados do suspeito Saleh para a verificação de seu possível envolvimento com a organização criminosa investigada pela PCRJ.

A DDF também acionou a Interpol e o Consulado dos EUA no Recife para verificar se o suspeito possui alguma relação com grupos terroristas. A conduta criminosa – falsificação de certidões de nascimento de estrangeiros (geralmente Sírios) e posterior emissão de documentos brasileiros – tem como objetivo principal a emissão de passaportes brasileiros, em virtude do seu bom reconhecimento por países da Europa e pelos EUA.

Até o momento não foi verificada possível relação do suspeito com grupos terroristas.

O suspeito foi preso em flagrante na tarde desta quarta-feira, dia 12 de abril, quando retornou ao Projeto Cidadão para receber o RG solicitado, na companhia de mais duas pessoas.
Foram presos Saleh Alderaibi, 41 ANOS, da Arábia Saudita, Feras Ali Haussn, 43 anos, do Iraque e Sandro Adriano Alves, 43 anos, de São Paulo, responsável pelo intermédio das contratações.

Os suspeitos responderão pelos crimes de falsidade ideológica e associação criminosa.

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